TRANS-AMAZÔNIA ☆☆☆☆☆ WORLD TOUR

(Foto acima obras da Barragem de Belo Monte´no Rio Xingu, Pará, Brasil /
Building work at one of the Belo Monte Dam sites, Xingu River, Pará, Brasil,
by Tiago Gambogi, Dezembro / December 2012)

Tiago Gambogi - Trans-Amazônia - Photo: Glenio Campregher

Tiago Gambogi – Trans-Amazônia – Photo: Glenio Campregher

Foto: Glenio Campregher - Trans-Amazônia - Tiago Gambogi

Foto: Glenio Campregher – Trans-Amazônia – Tiago Gambogi

“BÁRBARO…BRAVO!”

“SURPREENDENTE!” / “AMAZING”

“SIMPLESMENTE SENSACIONAL !!!” “SIMPLY…SENSATIONAL”

(veja a aba – Photos & Comments)

TRANS-AMAZÔNIA – 
WORLD TOUR

Africa, Asia, South & North America, Europe, UK, Antarctica, Australia…and Mars! Espetáculo de dança / teatro físico | dance /physical theatre piece

RESERVAS! NOW BOOKING! www.transamazonia.wordpress.com

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=ZDJwl3eyOdg
Fotos e comentários/ photos & comments:  https://transamazonia.wordpress.com/fotos-e-comentarios/

Para agendamento de espetáculos, oficinas, palestras, marketing, contratos e maiores informações favor contate:
Tiago Gambogi – tiagogambogi (arroba) hotmail.com 

To book the show, workshops, lectures/talks, marketing, contracts and further information please contact: Tiago Gambogi – tiagogambogi (at) hotmail.com

Texto em Português / Text in English (please scroll to middle of the document)

Trans-Amazônia - Fotos: Guto Muniz; Foto BR-230: TG; Design e direção de arte: Paulo Henrique - NDG Comunicação

Trans-Amazônia – Performer: Tiago Gambogi Fotos: Guto Muniz; Foto BR-230: TG; Design e direção de arte: Paulo Henrique – NDG Comunicação                                                           Projeto Trans-Amazõnia Copyright 2012-13

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Trans-Amazônia – Performer: Tiago Gambogi Fotos: Guto Muniz e Lunaé Parracho; Design e direção de arte: Paulo Henrique – NDG Comunicação Projeto Trans-Amazõnia Copyright 2012-13

Trans-Amazônia - performer: Tiago Gambogi / Foto: Guto Muniz

Trans-Amazônia – performer: Tiago Gambogi / Foto: Guto Muniz

TRANS-AMAZÔNIA
Uma estrada. Uma floresta. Um homem.
Muitos encontros.

Espetáculo solo/dança/teatro físico de Tiago Gambogi
resultante da viagem pela Rodovia Transamazônica

Foram percorridos mais de 4.233 km, em sete estados brasileiros, durante 5 meses, além de alguns desvios, mudanças de rota e muitos atoleiros

‘Trans-Amazônia’. Uma estrada. Uma floresta. Um homem. Muitos encontros. Esse é o resultado de uma verdadeira ‘odisséia brasileira’ – a viagem / pesquisa de campo feita na Rodovia Transamazônica pelo bailarino, coreógrafo, ator e co-diretor da companhia de teatro físico F.A.B. – THE DETONATORS, Tiago Gambogi. Entre 30 de agosto de 2012 e 6 de fevereiro de 2013, durante 5 meses, o bailarino percorreu a Rodovia Transamazônica (BR-230) começando por Cabedelo, na Paraíba, atravessando 30 localidades (entre cidades, povoados, vilas e aldeias indígenas), em 7 estados brasileiros, e terminando em Lábrea, no Amazonas. Ao todo, foram 2 anos de atividades, desde o início do projeto. 

Segundo Tiago Gambogi, a rodovia é utilizada como metáfora da relação entre homem e natureza e o material de pesquisa foi reunido a partir da convivência com as pessoas que vivem ao longo da estrada. O tema principal da montagem é a relação do homem contemporâneo com os recursos naturais da Amazônia brasileira. Durante o percurso, várias perguntas surgiram e nortearam os processos, como: Qual é este Brasil 40 anos depois da inauguração do grande projeto desenvolvimentista de conquista do Norte e Nordeste? Qual é o corpo que surge e como ele reage nas regiões de conflito – a construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte – Carajás e as atividades da mineradora VALE?

A proposta de pesquisa de linguagem do projeto entende o espetáculo de dança / teatro físico como uma obra aberta e em transformação, assim como a natureza, tema do trabalho, está sempre se transformando. “Por isso, decidi percorrer a Rodovia Transamazônica para conviver, observar e promover ‘encontros humanos / artísticos’ e trocar experiências com artistas locais: grupos de dança e teatro, músicos, videomakers, fotógrafos, pessoas do povo”, explica Gambogi.

Durante todo o percurso, foram realizadas 5 linhas de atividades/ações pelo artista: Entrevistas em vídeo; Oficinas gratuitas de dança / teatro físico; Performances urbanas e rurais; Filmagens/fotos dos locais e de pessoas e Diário de criação escrito/fotos (www.transamazonia.wordpress.com).

Esse projeto representa para o bailarino o aprofundamento da pesquisa da linguagem de dança / teatro físico que vem desenvolvendo durante os últimos 15 anos, no Brasil e no Reino Unido.

POLIFONIA ESTÉTICA – Após 15 anos morando no Reino Unido, Tiago Gambogi sentiu necessidade de trabalhar com um tema brasileiro. Em 2011, foi convidado a coreografar e dançar em um curta-metragem do diretor inglês Richard Bleasdale, em Manaus, com 12 bailarinos do Corpo de Dança do Amazonas (CDA), em um barco, no Rio Negro, além de incursões pela selva. “Essa experiência foi muito rica. Eu ainda descobri que a Transamazônica iria completar 40 anos em 2012. Sempre tive interesse por essa estrada iconográfica, mas conhecia pouco sobre ela e, muito menos, sobre a região Norte do país. Ela corta o Brasil ao meio e percebi que seria um retrato vivo do nosso país. Resolvi investir nesse projeto para ver de perto essa realidade”, revela.

Para Tiago, o espetáculo ‘Trans-Amazônia’. Uma estrada. Uma floresta. Um homem. Muitos encontros traduz e reflete as vozes de todas as pessoas com as quais se encontrou no trajeto e, também, do povo que vive praticamente à margem da sociedade brasileira. Neste sentido, o espetáculo empreende dois modos estéticos: a representação e criação de personagens com caracterização física desenhada, com estórias e conflitos dramáticos, e a não-representação, ou o não-conflito, foco no tempo real, com a utilização de experiências pessoais do performer, ações performáticas, abstrações do corpo.

“O meu compromisso é honrar todas as pessoas com as quais encontrei nessa viagem: desde uma onça e indígenas, até artistas, funcionários de prefeituras, barrageiros, seringueiros, prostitutas, operários e caminhoneiros. No espetáculo, esses personagens se misturam. As cenas se interligam por afinidades ou contrastes. É um Brasil pobre, fodido e simples. Extremamente perdido, explorado e destruído, mas generoso e cheio de esperança”, revela Tiago.

POLE DANCE – Durante a viagem, Gambogi ficou impressionado com a verticalidade da floresta Amazônica, com árvores monumentais, porém, com intermináveis postes de energia elétrica e telecomunicações ‘poluindo’ o cenário da BR-230. Ele analisa que a questão energética na Amazônia é ponto de conflito e polêmicas – ela encobre uma série de outras questões sócio-político-econômicas. “As árvores estão sendo substituídas por postes e uma das aves símbolo do Brasil, a arara, por urubus, já que o esgoto corre a céu aberto, o que faz com que a população se sinta um LIXO, ao ser obrigada a conviver, no meio urbano, com os urubus”, completa Tiago.

Como metáfora da verticalidade e o contraste entre a natureza e o urbano, Gambogi decidiu colocar um poste solitário de pole danceno espetáculo e treinar nesta técnica. “Sou bicho, pássaro, macaco, onça, homem/mulher, criança que sobe, dança e voa no poste. Opole dance é a válvula de escape do espetáculo”, diz. Há 5 meses treinando com a renomada pole dancer Naiara Beleza, Tiago sentiu tanta afinidade com a técnica e apresenta um trabalho primoroso. Ficou em 2º lugar no ‘Campeonato Brasileiro de Pole Dance 2013’ na categoria masculino amador que aconteceu em São Paulo em Setembro.Veja a apresentação: https://www.youtube.com/watch?v=VDR0zvzyqnM . Em 2014, Tiago competiu na categoria masculino profissional e ficou em 3º lugar. Veja: http://youtu.be/Lo9rfvqob8s

NO MEIO DO CAMINHO, UMA PERFORMANCE: BELA MORTE = BELO MONTE + NORTE ENERGIA + GOVERNO FEDERAL BRASIL – Um dos pontos altos da viagem / pesquisa / denúncia, foi na região de Altamira (Pará) e entorno, próximo à área de construção da Usina Hidroelétrica de Belo Monte, no Pará. Logo que chegou à cidade, Tiago Gambogi ficou sabendo de uma reunião a portas fechadas para discutir os impactos da construção da Usina, mas nem todos os moradores foram convidados a participar. Em parceria e apoio ao ‘Movimento Xingu Vivo para Sempre’, pescadores e indígenas locais, o bailarino criou uma performance-protesto e conseguiu romper a barreira criada pelos seguranças e chegar ao local da reunião, abrindo espaço para todas as pessoas que se interessassem em participar. “O Pará possui grandes conflitos, uma região de extrema exploração, com danos em todos os níveis”, afirma Gambogi. 

Puxando uma canoa de pescador pelo asfalto, durante 40 minutos, pela cidade de Altamira, até a entrada do Consórcio Norte Energia(formado por diversas empresas envolvidas na construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte), vestido todo de branco (e já ensanguentado com tinta vermelha), com maquiagem macabra de um palhaço que seria o “filho” do General Emílio Garrastazú Médici, Tiago subiu as escadas com a canoa e foi, literalmente, de encontro aos seguranças gritando “Eu sou pescador, acabei de mudar para a região e não fui convidado para esta reunião. Eu quero entrar!”.

Nesse momento, Gambogi trava um embate físico com os seguranças e, com o apoio da população, empurram a canoa para dentro do saguão possibilitando a todos acompanhar o restante da reunião. O artista foi ovacionado pela plateia e a performance foi documentada pela TV Nazaré Altamira e pode ser vista pelo seguinte endereço: http://www.youtube.com/watch?v=KXR22_4Ljdc

TIAGO GAMBOGI – Mineiro de Belo Horizonte, Tiago Gambogi é bailarino, coreógrafo, ator e co-diretor da companhia de teatro físico F.A.B. – THE DETONATORS, em parceria com Margaret Swallow. Pós-graduado em dança contemporânea pelo The Place, Londres. Estudou no Laban Centre (Londres); Teatro no CEFAR (Belo Horizonte), Jornalismo (PUC-MG) e clown com Pierre Byland, Angela de Castro, Joaquim Elias, Peta Lily e Rodrigo Robleño. Produziu e realizou 5 espetáculos no Brasil, Reino Unido e França. Trabalhou com companhias de dança e teatro no Brasil e exterior: Nigel Charnock, Earthfall, Grupo Oficcina Multimédia, EDge Dance Co., Angela de Castro, Marie-Louise Flexen, Institute for Crazy Dancing, Debbie Fionn Barr, Jan Benes, César Volpe, Companhia Paulo Ribeiro, Backstage Company. Dirigiu montagens para o Grupo Trampulim (Belo Horizonte), Bath Dance Forum, The Egg / Theatre Royal Bath (Inglaterra). Atuou em curtas-metragens no Reino Unido: “The Fall of Adam”, “Johnny Dog Ear”, “Teatime”, “Isabella”. Participou do programa “So you think you can dance“, da BBC 1, de Londres, como Sérgio, seu alter ego. Como professor universitário, ministrou a matéria ‘Teatro Físico’, em 2009-2010, na Universidade de Plymouth, Inglaterra, onde dirigiu a montagem ‘Ventriloquist’, com texto de Gerald Thomas. Realizou 25 espetáculos, 9 filmes, 7 direções, apresentou-se em 15 países. Vencedor do prêmio da VENUE Magazine (Bristol, Inglaterra) na categoria Dança em 2006, 2007 e 2008. Desenvolve pesquisa em teatro físico a mais de 15 anos.

SINOPSE:
Viagem-pesquisa pela Rodovia Transamazônica (BR-230) que corta o Norte e Nordeste do país resulta no espetáculo ‘Trans-Amazônia’: Uma estrada. Uma floresta. Um homem. Muitos encontros. A montagem empreende dois modos estéticos: a representação e criação de personagens com caracterização física desenhada, com estórias e conflitos dramáticos; e a não-representação, ou o não-conflito, foco no tempo real, com a utilização de experiências pessoais do performer, ações performáticas, abstrações do corpo.

TRANS-AMAZÔNIA – FICHA TÉCNICA:

Concepção, criação, direção e performance: Tiago Gambogi
Performers no vídeo: Margaret Swallow, Francis Baiardi, Adam Souza, Adriana Góes, André Duarte, Ângela Duarte, Baldoino Leite, Flávio Soares, Getúlio Lima, Marilucy Lima, Meire Jane Melo, Sumaia Farias, Vanessa Viana, Osvaldo Malaquias, Rebeca Pinheiros (rainha da bateria da Escola de Samba Sem Compromisso, Manaus), Grupo de Projeção Folclórica Kuarup (Kataly Fonseca, Clivia Pina, Yuri Favacho, Bruno Silva, Cleber Lima, Gisdely Castro, Layla Carolinne, Ericka Araújo), Yaguara Cia de Dança (Iara Lopes, Janinah Frankoski, Nícholas Souza, Wilton Santos), Sérgio Smith, Ana Barros, Kátia Tapety, Pai de Santo Chico Sena, D. Têca do Côco, B-boys em Altamira (Pará): Dean, Rodrigo, Fabrício, Carlos Henrique, Igor; Senhoras da Comunidade dos Coqueiros (Oeiras, Piauí), Daniel Santos, Servo, Zé Bajaga (Cacique Apurinã), Zé do Moca, Zé Roberto, Andreia (Defensoria Pública, Pará), Frederico (ICMBIO, Carajás), entre outros.
Artistas colaboradores/provocadores: Margaret Swallow, Dudude, Luiz Carlos Garrocho
Música original: Kiko Klaus
Música adicional: D. Têca do Côco e Sr. Severino, Brian Eno, Leonard Cohen, This will destroy you
Vídeo e Fotografia: Richard Bleasdale, Tiago Gambogi, Margaret Swallow, Gypson Junqueira, Luiz Antônio Carvalho, Jota Júnior Santos, TV Nazaré Altamira, Carlos Rubem, Ederson Oliveira, Lunaé Parracho, Carlos Rubem, Andrea Rossi e Lilia Tandaya.
Edição de Vídeo: Paulo Vilela – Tanto Expresso
Cenário: Rogério Alves e Tiago Gambogi
Consultoria de figurino e cenografia: Thálita Motta
Consultoria de maquiagem e maquiagem corporal: Lorena Rocha
Figurinos, objetos e gambiarras: Tiago Gambogi
Iluminador: Leonardo Pavanello
Aulas e consultoria em pole dance: Naiara Beleza
Poste de pole dance: MGB Inox e Studio Grazzy Brugner
Aulas de dança de salão: Ensaio Escola de Dança
Assessoria de Imprensa: Júnia Alvarenga
Revisão de textos: Maria Beatriz Gambogi
Fotos divulgação e documentação do espetáculo: Guto Muniz
Design e direção de arte divulgação: Paulo Henrique – NDG Comunicação
Produção: Tiago Gambogi e Espaço Ampliar

Realização do Projeto Trans-Amazônia: Tiago Gambogi / Companhia de Teatro Físico F.A.B. – THE DETONATORS (Brasil / Reino Unido)

Apoio: Fundação Clóvis Salgado e Centro de Formação Artística – CEFAR; Movimento Xingu Vivo Para Sempre; Fundação Tocaia; Fundação Nogueira Tapety; Associação Dança Cariri; Alysson Amâncio Cia de Dança; Associação dos Artistas Visuais do Sul e Sudeste do Pará – ARMA – Ponto de Cultura; Rede Carajás de Cooperação Cultural; Aprodam Manaus; Secretaria de Cultura de Oeiras (Piauí); FUNAI (Lábrea); ICMBIO (Carajás); Grupo de Projeção Folclórica Kuarup; Fundação Casa da Cultura de Marabá; Yaguara Cia de Dança; Corpo de Dança do Amazonas; Contém Dança Cia; Associação Indígena Porekrô; Galpão de Artes de Marabá (GAM); Revista Caros Amigos; Comunidade Quilombola dos Potes e Comunidade dos Coqueiros ( Piauí); Atlético Cajazeirense de Desportos; AMIMP (Associação das Mulheres Indígenas do Médio Purus); Institute for Crazy Dancing (UK); FOCIMP (Federação das Organizações das Comunidades Indígenas do Médio Purus); OPAN – Operação Amazônia Nativa; Estúdio Naiara Beleza Pole Dance Art Fitness.

Patrocínio: Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte

Contato: tiagogambogi (arroba) hotmail.com / www.transamazonia.wordpress.com

(English text)

TRANS-AMAZÔNIA
One road. One forest. One man.
Lots of encounters.

Tiago Gambogi’s dance/physical theatre solo show, a result from a journey through the Transamazon Highway in Brazil

Tiago travelled more than 2624miles, across seven Brazilian states, during five months, as well as some deviations, changes of route and lots of quagmires

Trans-Amazônia. One road. One forest. One man. Lots of encounters. This is the result of a true ‘brazilian odissey’ – the journey / research made across the Brazilian Transamazon Highway by dancer/choreographer/actor and co-director of physical theatre company F.A.B. – THE DETONATORS, Tiago Gambogi. Between 30th August 2012 and 6th February 2013, during 5 months approximately, the dancer travelled the Transamazon Highway (BR-230) beginning in Cabedelo (Paraíba), crossing 30 localities (cities, small towns, villages, indigenous settlings), in seven Brazilian states, and ending in Lábrea, in the state of Amazonas. It was in all two years of activities, since the very start of the project in 2011.

According to Tiago Gambogi, the road is used as a metaphor between man and nature and the research material was gathered from spending time with the people who live along the Transamazon Highway. The main theme is contemporary man’s relationship with the Brazilian Amazon’s natural resources. During the journey, many questions emerged and led the process: how is Brazil 40 years after the opening of the big developing project to conquer the country’s North and Northeast? What is the body that emerges and how it reacts in regions of conflict – such as in Altamira (Pará) where is being built the Belo Monte Hydroelectric Dam? And in Carajás (Pará), regarding the activities of mining companies such as VALE?

Travelling across the Transamazon Highway, Tiago spent time with, lived, observed and promoted what he called ‘human / artistic’ encounters with whom he met. He exchanged experiences with local dance and theatre groups, musicians, videomakers, photographers and people in general.

During the journey, five different strands of actions were carried out: video interviews, free dance/physical theatre workshops, urban and rural performances, video/photographic register of places and people and a written / photo diary which was published at (www.transamazonia.wordpress.com).

The project represents a gathering of strategies and methodologies in dance / physical theatre that Tiago Gambogi has been developing over the last 15 years, in Brazil and in the UK.

AESTHETIC POLIPHONY– After 15 years living in the UK, Gambogi felt an urge to work with a Brazilian thematic. In 2011, he was invited to choreograph and dance in a short film by English film-maker Richard Bleasdale, in Manaus, with 12 dancers from the state funded dance company Corpo de Dança do Amazonas (CDA), in a boat, in River Negro, as well as incursions in the jungle. “This was a very rich experience. I also found out that the Transamazon Highway would complete 40 years in 2012. I was always interested in this iconographic road, but knew little about it and less about Brazil’s north region. It cuts Brazil in half and I perceived that it could act as a true and live portrait of our country. I decided to invest in the Project and to experience on a first-hand basis that reality”, reveals.

To Tiago, ‘Trans-Amazônia’. One road. One forest. One man. Lots of encounters translates and reflects the voices of all the people with whom he met along the way, and also of the people who practically live at the margins of Brazilian society. In this sense, the piece undertakes two aesthetic modes: the representation and creation of characters with a highly designed physical characterization, with stories and dramatic conflicts, and another aesthetic: the non-representation or non-conflict, with focus in the real time, utilization of the performer’s personal experiences, performatic actions, abstractions of the body.

“My commitment is to honor all the people with whom I’ve met along the way in the journey: from a panther to indigenous communities, artists, civil servants, dam builders, rubber tappers, prostitutes, workers and truck drivers.” In the piece those characters mix with each other and also in my own body. The scenes are joined by affinities and also by contrasts and discrepancies. It is a fucked, simple and poor Brazil. Extremely lost, exploited and destroyed, but generous and full of hope”, reveal Tiago.

POLE DANCE – During the journey, Gambogi was impressed with the verticality of the Amazon forest, with its monumental trees, but also with the never ending electric and communications poles, polluting the scenery of the BR-230. He says that the energetic issues in the Amazon are a point of conflict and polemic – it covers up a series of other social-political-economic issues. “The trees are being replaced by electricity poles and the macaw, one of the birds which symbolize Brazil, replaced by the vultures, in a setting with animal carcasses and sewage runs open in the streets, which makes the population to feel like real RUBBISH, by being forced to live amongst the vultures (which are actually, doing a very important job of eating the decomposing animals).

As a metaphor of the verticality and the contrast between nature and the urban landscape, Gambogi decided to put a lonely pole on stage, train and use pole dance technique in the piece. “I am an animal, a bird, monkey, panther, man/woman, child that climbs, dances and flies on the pole. Pole dance is the escape valve of the show”, says.

Training in the technique for the last 6 months with the renowned pole dance Naiara Beleza, Tiago felt affinity with the technique and presents an exquisite work. He was awarded 2nd place in the Brazilian Pole Dance Championship in the Amateur Male Category, which took place in São Paulo, last September. Watch his performance at: https://www.youtube.com/watch?v=VDR0zvzyqnM . In 2014, Tiago performed in the professional category in achieved 3rd place. Here is the link: http://youtu.be/Lo9rfvqob8s

IN THE MIDDLE OF THE ROAD, A PERFORMANCE: BELA MORTE = BELO MONTE + NORTE ENERGIA + GOVERNO FEDERAL BRASIL 
– One of the highlights of the journey / research / protest was in city of Altamira (Pará) and its surroundings, near the area of the construction of the Belo Monte Hydroelectric Dam, in the state of Pará. As soon as Tiago arrived in town, he got to know about a meeting with closed doors to discuss the impacts of the dam, but not all locals were invited. In partnership with the NGO ‘Movimento Xingu Vivo para Sempre’ (www.xinguvivo.org.br), fishermen and local indigenous people, the dancer created a performance-protest and managed to break through the barrier established by the security man and arrived at the place where the meeting was happening, opening space to anyone that would want to take part. “The state of Pará is full of conflicts, a region of extreme exploration and exploitation, with damages in many levels and areas.” affirms Gambogi.

Pulling a fisherman’s canoe on the tarmac for 40 minutes across the city of Altamira until the entrance of the Consórcio Norte Energia(formed by different companies involved in the construction of the Belo Monte Hydroelectric Dam), dressed all in white (and tainted with artificial blood), with macabre make-up portraying a mock-character who would also be the son of General Emílio Garrastazú, the Brazilian president who built the Transamazon Highway, Tiago climbed the stairs with the canoe and went towards the security man saying: “I’m a fisherman, I’ve just moved to the region and I was not invited to this meeting. I want to go in!”.

In this moment, Gambogi has a physical face off with the security men and, with the support of the population, pushes the canoe inside the company’s foyer, enabling everyone to go in and take part in the meeting. The artist received huge applause from the locals and the performance was documented by the local channel TV Nazaré and can be watched at: http://www.youtube.com/watch?v=KXR22_4Ljdc

TIAGO GAMBOGI is from Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil. He is a dancer, actor, clown, choreographer and co-artistic director of physical theatre company F.A.B. – THE DETONATORS, co-founded with English Margaret Swallow in 1999. Tiago completed his Post-Graduate studies in 2011 at The Place, London and has also studied at Laban Centre, CEFAR / Fundação Clóvis Salgado, with Dudude Herrmann, Ione de Medeiros and clowning with Pierre Byland, Angela de Castro, Joaquim Elias, Peta Lily and Rodrigo Robleño. F.A.B. produced 5 full length productions and toured Brazil, the U.K. and France. Tiago has also worked with some outstanding artists including Nigel Charnock, Earthfall, Grupo Oficcina Multimédia, EDge Dance Co., Angela de Castro, Marie-Louise Flexen, Institute for Crazy Dancing, Debbie Fionn Barr, Jan Benes, César Volpe, Companhia Paulo Ribeiro and Backstage Company. He has directed productions for Grupo Trampulim (Brazil), Bath Dance Forum, and for The Egg at Bath’s Theatre Royal in the UK. Short films: “The Fall of Adam”, “Johnny Dog Ear”, “Teatime”, “Isabella” and his alter ego ‘Sérgio’ was seen by millions of viewers in the UK on the Jonathon Ross show and on the BBC’s “So You Think You Can Dance”. As a lecturer, Tiago taught the Physical Theatre module for degree students at the University of Plymouth, where he also directed Gerald Thomas’ play “Ventriloquist”. Overall Tiago has worked in 25 performances, 9 films, directed 7 pieces and performed in 15 countries. Tiago has won VENUE Magazine’s top accolade in the dance category for three consecutive years 2006, 2007, 2008.

SINOPSIS:
Journey-research through the Transamazon Highway in the North and Northeast Brazil results in the dance/physical theatre piece‘Trans-Amazônia’: One road. One forest. One man. Lots of encounters. The piece undertakes two aesthetic modes: the representation and creation of characters with physical characterization, with stories and dramatic conflicts, and the non-representation or non-conflict, with focus in the real time, utilization of the performer’s personal experiences, performatic actions, abstractions of the body.

TRANS-AMAZÔNIA – Credits

Concept, creation, direction and performance: Tiago Gambogi
Performers in the video: Margaret Swallow, Francis Baiardi, Adam Souza, Adriana Góes, André Duarte, Ângela Duarte, Baldoino Leite, Flávio Soares, Getúlio Lima, Marilucy Lima, Meire Jane Melo, Sumaia Farias, Vanessa Viana, Osvaldo Malaquias, Grupo de Projeção Folclórica Kuarup (Kataly Fonseca, Clivia Pina, Yuri Favacho, Bruno Silva, Cleber Lima, Gisdely Castro, Layla Carolinne, Ericka Araújo), Yaguara Cia de Dança (Iara Lopes, Janinah Frankoski, Nícholas Souza, Wilton Santos), Sérgio Smith, Ana Barros, Kátia Tapety, Pai de Santo Chico Sena, D. Têca do Côco, B-boys em Altamira (Pará): Dean, Rodrigo, Fabrício, Carlos Henrique, Igor; Senhoras da Comunidade dos Coqueiros (Oeiras, Piauí), Daniel Santos, Servo, amongst others.
Artistic collaborators / provocateurs: Margaret Swallow, Dudude, Luiz Carlos Garrocho
Original music: Kiko Klaus
Additional music: D. Têca do Côco e Sr. Severino, Brian Eno, Leonard Cohen, This will destroy you
Video & Photography: Richard Bleasdale, Tiago Gambogi, Margaret Swallow, Gypson Junqueira, Luiz Antônio Carvalho, Jota Júnior Santos, TV Nazaré Altamira, Carlos Rubem, Ederson Oliveira, Lunaé Parracho, Carlos Rubem, Andrea Rossi and Lilia Tandaya
Video editing: Paulo Vilela – Tanto Expresso
Set: Tiago Gambogi e Rogério Alves
Props: Tiago Gambogi
Pole dance bars: MGB Inox and Studio Grazzy Brugner
Costume and set consultancy: Thálita Motta
Make up and body make-up: Lorena Rocha
Lighting: Leonardo Pavanello
Training and pole dance consultancy: Naiara Beleza
Partner dance training: Ensaio Escola de Dança
Press: Júnia Alvarenga
Text revision: Maria Beatriz Gambogi
Photos: Guto Muniz and Glenio Campregher
Graphic design: Paulo Henrique – NDG Comunicação
Production: Tiago Gambogi & Espaço Ampliar

Projeto Trans-Amazônia created and developed by Tiago Gambogi / F.A.B. – THE DETONATORS (Brasil / Reino Unido)

Supported by: Fundação Clóvis Salgado and Centro de Formação Artística – CEFAR; Movimento Xingu Vivo Para Sempre; Fundação Tocaia; Fundação Nogueira Tapety; Associação Dança Cariri; Alysson Amâncio Cia de Dança; Associação dos Artistas Visuais do Sul e Sudeste do Pará – ARMA – Ponto de Cultura; Rede Carajás de Cooperação Cultural; Aprodam Manaus; Secretaria de Cultura de Oeiras (Piauí); FUNAI (Lábrea); ICMBIO (Carajás); Grupo de Projeção Folclórica Kuarup; Fundação Casa da Cultura de Marabá; Yaguara Cia de Dança; Corpo de Dança do Amazonas; Contém Dança Cia; Associação Indígena Porekrô; Galpão de Artes de Marabá (GAM); Revista Caros Amigos; Comunidade Quilombola dos Potes and Comunidade dos Coqueiros ( Piauí); Atlético Cajazeirense de Desportos; AMIMP (Associação das Mulheres Indígenas do Médio Purus); Institute for Crazy Dancing (UK); FOCIMP (Federação das Organizações das Comunidades Indígenas do Médio Purus); OPAN – Operação Amazônia Nativa; Estúdio Naiara Beleza Pole Dance Art Fitness.

Sponsored by: Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte

Contact: tiagogambogi (at) hotmail.com  / www.transamazonia.wordpress.com

Trans-Amazônia - performer: Tiago Gambogi / Foto: Guto Muniz

Trans-Amazônia – performer: Tiago Gambogi / Foto: Guto Muniz

 

Trans-Amazônia - performer: Tiago Gambogi / Foto: Guto Muniz

Trans-Amazônia – performer: Tiago Gambogi / Foto: Guto Muniz

Trans-Amazônia - performer: Tiago Gambogi / Foto: Guto Muniz

Trans-Amazônia – performer: Tiago Gambogi / Foto: Guto Muniz

Trans-Amazônia - performer: Tiago Gambogi / Foto: Guto Muniz

Trans-Amazônia – performer: Tiago Gambogi / Foto: Guto Muniz

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O Projeto Trans-Amazônia iniciou-se no dia 30 de agosto de 2012 em Cabedelo, Paraíba, Brasil, no Km 0 da Rodovia Transamazônica (BR-230), exatamente 40 anos depois de sua inauguração.

Visite a página “Diário de criação – Recente” para ver as atualizações sobre a viagem e o processo artístico e também a página “Diário de Criação – 30/8 à 8/9”. Obrigado e boa viagem!

The Project Trans-Amazônia has started on 30th August 2012 in Cabedelo, Paraíba, Brasil, at the Km 0 of the Transamazonian Highway (BR-230), exactly 40 years after its opening.

Visit the page “Diário de criação – Recente” to see recent updates about the journey and the artistic process as well as the page “Diário de Criação – 30/8 à 8/9”. Many thanks and have a great journey!

Mapa descritivo da BR-230 em relação as outras rodovias brasileiras. Origem” Ministério dos Transportes

Jornal Estado de Minas 30 Agosto 2012, Belo Horizonte (MG, Brasil), por Carolina Braga. Projeto Trans-Amazônia / Tiago Gambogi

Jornal A Crítica, 14 de Janeiro 2013, Manaus (AM, Brasil), por Gabriel Machado. Projeto Trans-Amazônia / Tiago Gambogi

Jornal A Crítica, 14 de Janeiro 2013, Manaus (AM, Brasil), por Gabriel Machado. Projeto Trans-Amazônia / Tiago Gambogi

Jornal Hoje em Dia, 3 de Março 2013, por Clarissa Carvalhães, Belo Horizonte (MG). Projeto Trans-Amazônia / Tiago Gambogi.

Jornal Hoje em Dia, 3 de Março 2013, por Clarissa Carvalhães, Belo Horizonte (MG). Projeto Trans-Amazônia / Tiago Gambogi.

Trans-Amazônia estréia - FID 2013, BH, Brasil - Jornal Estado de Minas 8 Nov 2013

Trans-Amazônia estréia – FID 2013, BH, Brasil – Jornal Estado de Minas 8 Nov 2013

Trans-Amazônia estréia - FID 2013, BH, Brasil - Jornal O Tempo, 8 Nov 2013

Trans-Amazônia estréia – FID 2013, BH, Brasil – Jornal O Tempo, 8 Nov 2013


24 respostas em “TRANS-AMAZÔNIA ☆☆☆☆☆ WORLD TOUR

  1. Olá Tiago, adorei nosso bate papo na Galeria Vitoria Barros em Marabá. Aguardamos vc para partilhar toda essa experiencia em nossa Roda Entre Rios e Redes. abraços
    Deize

  2. OI Tiago . Prazer enorme conhecê-lo. Parabéns pelo trabalho que vem desenvolvendo. Sinceramente precisamos de mais pessoas como você para fazer esse trabalho de integração das culturas ! Abraços Helio

    • Super obrigado querida Maíra! O trabalho finalmente estreou! Na verdade, ele está sempre acontecendo…então…é só continuar. E…se tudo der certo…voltaremos a Lábrea ano que vem e aí você vai ver! Bjo grande em ti e todos os queridos amigos de Lábrea! Saudações e alegrias, Tiago

  3. oi Tiago, olha estou super orgulhoso de seu trabalho, parabens mesmo, ainda desejo assistir um de seus lindos espetaculos.
    Parabens e feliz ano novo.
    Sucesso.
    Márcio Amaral

  4. Parabéns pelo lindo trabalho Tiago Gambogi, que com muita honra e esmero leva a cultura de seu povo Brasil,para outros povos,só um homem de muita coragem,fé,determinação,garra,e carisma,Deus te abençoe,sucesso paz e luz,sempre!Obrigada por ser um homem.em humildade e de uma gentileza,onde por onde passa,deixa seu carinho como foi aqui,na cidade de Cajazeiras,no alto sertão da Paraiba,felicidades mil.

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